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STOA
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História · 5 min de leitura

O que era uma stoá

Antes de virar nome de escola de filosofia, stoá era arquitetura: um corredor coberto, aberto de um lado, onde a cidade se encontrava.

Texto da equipe da STOA · rascunho em revisão

Um corredor aberto para a praça

Na Grécia antiga, stoá (στοά) era um pórtico: uma fileira de colunas sustentando um telhado, com uma parede no fundo e o lado da frente aberto. Era uma construção simples e muito útil. Dava sombra no verão, abrigo na chuva e um lugar para ficar sem pagar nada.

As cidades gregas costumavam erguer as suas stoás em volta da ágora, a praça onde se fazia comércio, política e conversa. Debaixo das colunas havia lojas, gente resolvendo assuntos da cidade, gente esperando e gente discutindo. Era ali, à sombra, que boa parte da vida pública acontecia.

O Pórtico Pintado

Em Atenas, no lado norte da ágora, ficava a mais famosa delas: a Stoá Poikíle, o Pórtico Pintado. Foi erguida por volta de 460 a.C. e ganhou esse nome por causa dos grandes painéis pintados que guardava, entre eles uma cena da batalha de Maratona. Os autores antigos atribuem as pinturas a artistas como Polignoto e Micão, e o viajante Pausânias ainda as descreveu, séculos depois, quando visitou a cidade.

Os filósofos do pórtico

Por volta de 300 a.C., um pensador vindo de Cítio, no Chipre, começou a ensinar ali, andando de um lado para o outro sob as colunas e conversando com quem quisesse ouvir. Chamava-se Zenão. Como os alunos se reuniam no pórtico, ficaram conhecidos pelo lugar: os estoicos, ou seja, “os do pórtico”.

O nome pegou e atravessou os séculos. O estoicismo chegou a Roma, onde teve entre os seus autores mais lidos Sêneca, Epicteto e o imperador Marco Aurélio. Uma das ideias mais conhecidas da escola é separar o que depende de nós do que não depende, e cuidar bem do primeiro. Sêneca, numa das cartas que escreveu ao amigo Lucílio, resumiu outra: os homens aprendem enquanto ensinam.

A stoá que dá para visitar

Quem vai a Atenas hoje pode andar dentro de uma stoá inteira. A Stoá de Átalo foi um presente de Átalo II, rei de Pérgamo, que reinou entre 159 e 138 a.C. Tem cerca de 115 metros de comprimento e dois andares; no térreo, as colunas de fora são dóricas e as de dentro, jônicas. Ela foi reconstruída entre 1952 e 1956 pela Escola Americana de Estudos Clássicos de Atenas e hoje abriga o Museu da Ágora Antiga.

Por que este nome

A STOA quer ser esse corredor: coberto, aberto a quem chega, com gente que sabe do que fala ensinando à vista de todos. Cada professor aparece com nome e registro profissional. Cada notícia leva a fonte ao lado. E quem chega escolhe a quem vai ouvir.

Referências

  1. Pausânias, Descrição da Grécia, livro I, 15: o Pórtico Pintado e as suas pinturas.
  2. Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, livro VII, 5: Zenão ensinando na Stoá Poikíle.
  3. Sêneca, Cartas a Lucílio, carta 7, 8.
  4. Epicteto, Manual (Encheirídion), 1.
  5. John McK. Camp II, The Athenian Agora: Site Guide, 5ª ed. Atenas: American School of Classical Studies at Athens, 2010.

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